Indústria | Publicado em: 27/03/2017 21:50:00

Os semicondutores estão entre os itens mais importados pela indústria nacional, de acordo com dados da Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) divulgados em janeiro de 2017: somente no primeiro mês do ano, a importação de semicondutores cresceu 129% frente a janeiro de 2016, somando US$ 439 milhões.

Na contramão desta dependência externa, a Chipus Microeletrônica, startup fundada em 2009 em Florianópolis, com capital totalmente nacional, vem dobrando seu faturamento ano a ano graças a uma presença crescente no mercado internacional.

A empresa desenvolve projetos de circuitos integrados de baixo consumo para aplicações em segmentos diversos tais como indústria 4.0 e Internet of Things, por exemplo, para clientes internacionais. Seu market share é dividido, de um modo geral em 10% nos EUA, 70% na Europa e 20% na Ásia.

A Chipus vem crescendo em média 100% ao ano desde sua fundação, porém no primeiro trimestre de 2017 está fechando um faturamento equivalente ao total obtido em 2016. De 2015 a 2017, a empresa dobrou o número de colaboradores (de 16 para 34).

Atualmente oferece uma solução inovadora, que consiste em uma plataforma de customização de circuitos integrados.

Nativamente, já possui um circuito integrado com funções primárias desenvolvidas (blocos de CI), sendo possível aplicar em ultra low power, automação industrial, entre outros segmentos. Entre os benefícios na adoção da solução estão a redução de custos e riscos com importação, além de aumentar a competitividade nacional na área ao investir em um produto projetado nacionalmente.

Segundo Murilo Pessatti, CEO da Chipus, a presença no mercado externo foi necessária para o crescimento da empresa.

“Iniciamos nossa jornada há nove anos, fazendo um caminho não convencional para uma startup: conseguimos nosso espaço no mercado externo, estabelecendo parcerias sólidas e de longo prazo. Desenvolvemos projetos para big players no mercado internacional de semicondutores e com um posicionamento de grande relevância na área de IoT”, revela. 

Para chegar onde estão, ambos os sócios fundadores atuaram no mercado europeu antes de criar a empresa, em países como Portugal e Suíça, buscando paralelamente especializações na área.

“Essa trajetória, muito mais que uma escolha, foi uma necessidade frente às limitações no ecossistema de semicondutores brasileiro. Neste momento, podemos olhar com mais propriedade para o mercado nacional e colocarmo-nos como agentes para o desenvolvimento da microeletrônica e consequentemente da indústria brasileira”, explica Pessatti.

Um estudo sobre o tema apontou que o Governo Federal tenta, desde o início dos anos 2000, incentivar o desenvolvimento da área. Na ausência de empresas brasileiras que forneçam insumos dessa natureza, indústrias locais optam pela importação. 




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