Logística | Publicado em: 17/04/2017 07:40:00

A diversificação que permitiu ao Brasil despontar como maior exportador mundial de uma variedade de produtos agrícolas também ajuda a Allog International Transport a apostar na movimentação de pellets de madeira para América do Norte e Europa. A carga começou a ser movimentada pela empresa em setembro do ano passado. Como é considerado um produto sazonal, o volume de negócios vai depender do inverno dos países importadores e de empresas que estão trocando combustíveis fosseis por energias renováveis alternativas.

A União Européia é o maior mercado de consumo de pellet de madeira, conforme o Instituto Brasileiro das Indústrias de Pellets, Biomassa e Briquete (IBP). Em 2012, consumiu cerca de 14 milhões de toneladas do material. O consumo europeu de pellets deverá triplicar até 2020 e alguns especialistas acreditam que o mercado aumente para 80 milhões de toneladas em três anos.

A maior parte das indústrias brasileiras deste combustível renovável está localizada na região centro-sul do País, onde há grandes áreas de reflorestamento e fartura de resíduos que podem ser aproveitados no processo de compactação.

Os embarques realizados pela Allog - empresa com know how na movimentação de madeiras e aproximação com as produtoras de pellets - acontecem principalmente nos terminais portuários do Sul e Sudeste, entre eles a Portonave e Itapoá, ambos em Santa Catarina.

Atualmente, várias formas de tratamento e reciclagem de subprodutos da madeira são empregadas em projetos que atendem não só a necessidade de tratamento como também a produção e geração de energia, um fenômeno inevitável em qualquer atividade ligada à produção. Diante deste cenário, importantes empresas deste setor que apresentam soluções práticas para reutilização de resíduos estarão reunidas no Centro Sul, em Florianópolis, de 25 a 27 de abril durante a 6ª edição da Feira Biomassa e Bioenergia

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A produção de pellets é feita de produtos da compressão de uma biomassa previamente seca e pulverizada com o objetivo de reduzir suas dimensões e concentrar o poder calorífico inerente. Pode possuir vários formatos, sendo o cilíndrico o mais comum com diâmetro entre 6 e 10 mm e comprimento entre 20 e 50 mm. Qualquer biomassa disponível pode ser pelletizada, mas as mais utilizadas são resíduos de indústria (serrarias, laminadoras, entre outros); madeira de reflorestamento ou nativa e palhada ou bagaço de cana de açúcar.

O resultado é uma matéria 100% natural, com um elevado poder calorífico - estima-se que 3 vezes mais que a lenha normal. Não são usados restos de madeira com resíduos de colas tintas ou vernizes. Além disso, é uma fonte de energia importante e sua utilização contribui para a diminuição das emissões do CO2 na atmosfera e na eliminação dos desperdícios contínuos de subprodutos das indústrias madeireiras e das agroindústrias. Ele é de importância particular em países desenvolvidos, sendo muito utilizados nos países da Europa e nos EUA.

 

 

 

 




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