Logística | Publicado em: 11/09/2017 10:00:00

A informação é relevante no contexto nacional: empresas exportadoras e importadoras ainda tem um longo caminho a percorrer para aplicarem processos inteligentes e estarem prontas para a nova fase do comércio exterior global.

A Freitas Inteligência Aduaneira, consultoria com mais de 25 anos de mercado, avalia que o novo cenário para o comércio exterior será bem diferente do atual. “Esta realidade transformará drasticamente a maneira como nossas empresas trabalham hoje e isto ocorrerá em um curto espaço de tempo”, avalia Márcio Antônio de Freitas, sócio-fundador da consultoria.

Entre as principais diferenças do atual cenário do comércio exterior para o futuro estão a adoção da visão 360 nos negócios, a oferta de soluções completas, integradas e na medida para a empresa, a gestão da informação, entre outros.

“É um mundo integrado, diferente do atual com falta de conexão entre os atores do processo”, salienta Freitas. Confira no gráfico abaixo as diferenças entre o modelo atual e o futuro.

A mesma pesquisa Thomson Reuters/KPMG indicou que somente uma em cada três empresas utiliza sistemas de gestão de comércio exterior e que 90% das organizações enfrentam problemas na hora de classificar seus produtos.

“É um cenário desafiador com barreiras que precisam ser superadas para elevarmos nosso percentual de participação no comércio global”, comenta Freitas.

Hoje, o Brasil participa com apenas 1% do comércio mundial. É uma fatia menor que países como Arábia Saudita, Taiwan, Suíça, Malásia e Tailândia.

E 65% dos executivos ouvidos na pesquisa da Thomson Reuters/KPMG concordam que a gestão do comércio exterior se tornará muito mais complexa até o final da década.

A pesquisa indica ainda que apenas 34% das organizações utilizam sistemas de gestão de comércio exterior. E que 70% das empresas poderiam ser mais competitivas nos processos de exportação com a otimização da gestão de suas operações.

 

GOVERNANÇA ADUANEIRA

 

É neste cenário detalhado pela pesquisa que começa a amadurecer o conceito de governança aduaneira. A iniciativa está sendo implantada no Sul e Sudeste do Brasil e já é relativamente comum em economias desenvolvidas, como as da América do Norte, Europa e Ásia.
 

No Sul, uma das pioneiras em prestar consultoria para implantar processos de governança aduaneira, é a Freitas Inteligência Aduaneira, com escritórios em Joinville, Itajaí, Curitiba e São Francisco do Sul.

 “A governança aduaneira faz parte de uma nova forma de pensar o comércio exterior para as empresas brasileiras. Ela corresponde a uma atuação mais ativa e planejada para proporcionar maior competitividade, rentabilidade e otimização de processos”, comenta Márcio Freitas.

Os processos de governança aduaneira são alinhados com uma série de parceiros estratégicos - em áreas como gestão de pessoas, consultoria jurídica e contábil, assessoria logística, etc - cada um com expertise e experiência em sua área de atuação.

 

INTEGRAÇÃO OEA E LEI ANTICORRUPÇÃO

O processo de governança aduaneira, explica Márcio Freitas, estará totalmente integrado a adequação e certificação ao Programa de Operador Econômico Autorizado (OEA), criado pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) e adotado pelo Brasil em 2014.

O Brasil já fez acordos de reconhecimento mútuo com Argentina, Estados Unidos, México, Uruguai e negocia com a China. A tendência é que o número de acordos bilaterais cresça consideravelmente até o final da década.

Outro passo importante será o alinhamento de todo o processo de governança aduaneira com a governança corporativa da organização, de acordo com as diretrizes da Lei Anticorrupção (12.846/2013) para apoiar todo o processo de compliance.

 “Até o final da década teremos uma parcela significativa das empresas brasileiras exportadoras e importadoras com processos bastante avançados de governança e isto significará uma modernização de todo comércio exterior do País, ganharemos em competitividade e lucratividade”, avalia.

Empresas americanas e européias já estão exigindo a certificação de seus parceiros e fornecedores sediados além de suas fronteiras. No Brasil, o programa OEA foi estabelecido em dezembro de 2014, mas ganhou força a partir deste ano, com a certificação de grandes empresas importadoras e exportadoras, majoritariamente dos setores químico e automobilístico.

A certificação OEA é a garantia de que uma empresa apresenta baixo risco em suas operações logísticas e cumpre todas as obrigações tributárias e aduaneiras; ou seja, está em um nível elevado de compliance e governança corporativa, entre outros itens analisados.

Com o OEA, as mercadorias das empresas credenciadas são parametrizadas preferencialmente em canal verde de conferência aduaneira e com isso existe uma redução sensível dos prazos de espera nas aduanas do país de origem e destino.

 

GRANDES QUESTÕES

 

A Freitas Inteligência Aduaneira detalhou os sete grandes temas que desafiarão o comércio exterior nos próximos 5 anos. Eles foram agrupados nos pontos entre os quais ocorrerão as maiores mudanças de metodologia de trabalho e nos quais serão necessários os maiores investimentos das organizações:

  1. Desenvolvimento Técnico. Manter uma política transparente e efetiva de capacitação constante, sempre focadas nas reais necessidades da organização.

  2.  Segurança e Confiabilidade. Implantar uma política efetiva de segurança das operações entre os parceiros de negócio, com ajuste imediato em caso de inconformidades.

  3. Métodos e Processos. Manter processos padronizados e conectar todas as áreas da empresa direta e indiretamente envolvidas com o comércio exterior.

  4. Comunicação. Criar, nutrir e manter canais de comunicação eficientes entre todas as áreas da empresa envolvidas direta ou indiretamente com negócios internacionais.

  5. Sistemas. Manter sistemas atualizados que possibilitem agilidade e facilitem a tomada de decisão.

  6. Indicadores. Indicadores de perfomance e qualidade totalmente integrados a análise em tempo real para possibilitar melhorias constantes.

  7. Rentabilidade. Avaliação periódica da operação para oportunizar o aumento da rentabilidade. Manter equipe atualizada sobre benefícios fiscais que podem ser aplicados nas operações de comércio exterior.

 

HISTÓRICO

A evolução do comércio exterior nas últimas décadas explica a tendência a modernização, citada por Márcio Freitas. “O desenvolvimento de melhores práticas totalmente integrada com parceiros de negócios e apoiadas pelo uso intensivo de tecnologia e capacitação do capital humano será o motor desta modernização para atingirmos a 6ª fase”, comenta. Entenda a evolução:

  • 1ª fase. Processo manual. Os controles eram totalmente manuais e feitos em planilhas.

  • 2ª fase. Os processos começam a ser automatizados. Início dos sistemas informatizados de controle.

  • 3ª fase. As informações passam a ser integradas com indicadores de perfomance (KPI).

  • 4ª fase. Implantação da visão sistêmica do processo com a gestão logística aduaneira.

  • 5ª fase. Etapa atual. Visão 360 do negócio, integração com SIscoserv, SPED, etc.

  • 6º fase. Era do controle e da segurança máxima. Evolução do Programa OEA e integração com regras de compliance para toda a organização.

 

O FUTURO

Márcio Antônio de Freitas, da Freitas Inteligência Aduaneira, analisa que até 2020 as empresas brasileiras com atuação global basearão seus investimentos em quatro grandes pilares: Gestão Logística Jurídica e Aduaneira, busca das melhores informações para tomada de decisões, foco no core business e ampliação da cultura de comércio exterior.

“Estas mudanças tornarão as organizações muito mais ágeis, eficientes, competitivas e rentáveis”, comenta. Para isso, haverá uma crescente busca pelo redesenho dos processos internos e uma mudança efetiva na relação com prestadores de serviços. “Chegando a uma sinergia que proporcionará ganhos reais para que possamos competir globalmente”, afirma.

 Para saber mais acesse: http://freitasinteligencia.com.br/




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