Entidades | Publicado em: 28/03/2017 12:50:00

A retração econômica brasileira e a mudança no perfil dos turistas que circularam em Santa Catarina no verão de 2017 impactaram no comércio e turismo.

Se por um lado os resultados no caixa das empresas foram aquém do projetado pelo setor, quem desfrutou dos principais destinos do litoral catarinense fez uma avaliação bastante positiva e 93,6% pretende voltar.

Os principais indicadores da temporada compõe a Pesquisa Turismo de Verão 2017, apresentada pela Fecomércio SC e debatidas por autoridades do setor na segunda-feira (27). Os dados foram levantados com turistas e empresários nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Imbituba, São Francisco do Sul e Laguna.

Entre os 17 indicadores avaliados pelos turistas com notas de 0 a 5, a categoria melhor pontuada foi a Experiência (4,49), que leva em conta informações subjetivas, como nível de diversão na viagem, fuga da rotina diária, o quanto esqueceu do cotidiano e beleza da cidade (natural e construída).

Já a nota mais baixa foi para a categoria acesso (3,45), que inclui banheiros acessíveis, vias de acesso, mobilidade e transporte, horário de funcionamento dos Bares e Restaurantes, Comércio e Atrativos Turísticos.

O estado recebeu a nota média de 3,85: chama a atenção a diferença na percepção dos estrangeiros (4,05) e brasileiro (3,82).

As cidades que receberam as melhores avaliações foram Balneário Camboriú (4.07), São Francisco do Sul (3,93) e Florianópolis (3,92). Na lanterna, as cidades do Sul do Estado: Imbituba (3,79) e Laguna (3.53).

“Cabe a nós que representamos o setor em Santa Catarina explorar todo o potencial do Estado, da Serra ao nosso Litoral exuberante, criando um ecossistema de empreendedorismo e turismo de qualidade. Esta pesquisa é uma ferramenta para o planejamento e desenvolvimento do setor turístico nas esferas públicas e privadas. A avaliação aponta diversas oportunidades de melhoria, principalmente na categoria de acesso”, pondera o presidente da Impactos para empresários

Mais da metade dos estabelecimentos comerciais (56,4%) contrataram colaboradores extras para o verão 2017, embalados pela supertemporada de 2016 (26,7%). Com gasto médio enxuto (R$ 135,28%), o faturamento caiu 14% no período. Na perspectiva destes empresários, o movimento de clientes foi insatisfatório e recebeu a pior avaliação dos últimos anos. Apenas 46% dos gestores emitiram opinião positiva (40% bom e 6% muito bom).

O setor de hotelaria também registrou retração do faturamento em relação ao ano anterior (12,5%), a primeira queda desde 2013. Na comparação com os demais meses, o segmento teve aumento de 37,1%, o menor da série histórica. O gasto médio por cliente nos estabelecimentos foi de R$ 645,53, com taxa de ocupação dos leitos de 75,5% - a menor nos últimos cinco anos. A opinião do setor, no entanto, foi positiva para 62%: 44% bom e 9% muito bom).

Perfil do turista

Os resultados da pesquisa confirmam a percepção do setor. Enquanto as classes A e B reduziram a sua participação, a C continua predominante (55% ) e a D avança, passando de 6% em 2016 para 13% em 2017. Esse comportamento se repetiu em todas as cidades: São Francisco do Sul de 6% para 17%, Florianópolis de 7% para 16%; Imbituba 2% para 10%; e Balneário Camboriú de 8% para 11%. Estes dados não foram apurados no ano anterior em Laguna.

Quase a metade dos turistas é composta pela faixa etária de 31 a 40 anos e de 41 a 50 anos. Apesar deste indicador não apresentar muita variação anualmente, 2017 mostrou o aumento de 3,5 p.p. nos turistas acima de 60 anos, de 6,2 % para 9,7%. Destaca-se o percentual de casados ou em união estável (59,8%) nesta temporada, dado reforçado pelo grupo de viagem predominantemente composto por família (60,7%) e casais (21,8%).

A participação dos argentinos entre os turistas estrangeiros também caiu de 18,1% para 10,7% neste verão. No destino favorito dos hermanos, a Capital de SC, a fatia recuou de 32,7% em 2016 para 19,8% este ano. Na percepção do empresariado do setor hoteleiro, 40,9% dos hóspedes eram estrangeiros, quase 10 pontos percentuais a menos do que no ano anterior (50,5%).

O tipo de hospedagem mais utilizado pesa no gasto médio na temporada. Este ano, os turistas desembolsaram em média R$ 3.085,26 no período e foram mais econômicos nos gastos neste quesito (R$2.306,92 em 2017, frente a R$ 2.651,07 em 2016).

Em Imbituba, 60,7% ficaram hospedados em hotel. Já em Laguna, 36,6% tem imóvel próprio. O alto índice de imóvel alugado (54,1%) chama atenção em São Francisco. Na Capital, a opção para baratear as férias foi a hospedagem na casa de amigos/família (34,2%).

O tempo de permanência no destino subiu para 13,6 dias em 2017, puxado pelo percentual de turistas alocados em imóveis próprios, no qual a estada é de 27,7 dias.




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