Saúde | Publicado em: 26/05/2017 20:45:00

A equipe da Fundação Pró-Rim realizou na última semana o transplante de número 1.500 ao longo da sua história.

A cirurgia ocorreu no último dia 17 de maio, no Hospital Municipal São José, de Joinville, e beneficiou um homem de 64 anos, morador em Barra Velha.

Os números mostram que a Fundação Pró-Rim, é referência nacional e se destaca entre as instituições que mais transplantam no Brasil.

Ao todo, a Pró-Rim transplantou pacientes de 17 estados brasileiros. Nesta relação, Santa Catarina é o estado com maior número de pacientes beneficiados, representando 84,6% dos transplantes realizados pela instituição.

Em seguida, os estados com maior número de transplantes são Paraná, Tocantins, Mato Grosso, Amapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

Desses 1500 transplantes, os homens lideram as estatísticas com 62,5% dos transplantados. A faixa etária que mais predomina entre os receptores de rim é entre 20 a 44 anos. Segundo dados dos últimos 100 transplantes da equipe da Fundação Pró-Rim, o tempo de espera em lista destes pacientes foi de pouco mais de cinco meses. 

Números significativos

Para a médica Dra. Luciane Deboni, Coordenadora de Transplantes da Fundação Pró-Rim, Joinville está de parabéns. Segundo ela, menos de 10 centros de transplantes do Brasil alcançaram este resultado, em números absolutos.

A médica destaca que é um reconhecimento do trabalho de muitos anos realizado por uma grande equipe. “Isso é fruto do esforço dos profissionais da Pró-Rim, dos hospitais parceiros em que os transplantes foram realizados (Hospital Municipal São  José e Hospital Regional), da equipe da Central de Captação de Órgãos e Central de Transplantes.

O resultado alcançado hoje marca o sucesso deste trabalho em equipe e espero que possamos fazer mais 1.500 transplantes em um período de tempo ainda menor. Hoje são realizados de 80 a 100 transplantes por ano. O nosso desafio é aumentar esse número para 120 em curto prazo”, prevê a nefrologista.

A Dra. Luciane explica que a medicina evoluiu muito e na área de transplantes este e avanço é evidente. “Durante muitos anos se dizia que o transplante simplesmente melhorava a qualidade de vida do paciente, mas que a expectativa de vida em diálise ou transplante era semelhante. Apesar da melhora da diálise, o transplante ainda é o melhor tratamento com maior índice de sobrevida do paciente transplantado”, enfatiza.

Salvar Vidas

Vida, vitória e persistência. Para o presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos Alexandre Vieira, estas três palavras definem o momento especial que marca a comemoração dos 30 anos da Fundação Pró-Rim.

“Realizar o transplante de número 1.500 dá a dimensão da nossa missão de salvar vidas dentro do espírito de união de diversas entidades, especialmente com os hospitais São José e Regional, de Joinville”, reconhece o médico.

Acrescenta que “este número representa o símbolo de persistência e força em prol da nossa missão que é fazer a diferença e salvar vidas. O transplante renal significa expectativa e qualidade de vida, além de novos horizontes para o paciente”. Ele também faz um registro especial aos profissionais que garantem aos pacientes renais “carinho, respeito, dignidade e humanização em todas as ações”. O Dr. Marcos lembra ainda a importância em destacar os pioneiros que deram início a todo este trabalho, que são os médicos José Aluísio Vieira e Hercílio Alexandre da Luz Filho, fundadores da Pró-Rim.

O primeiro transplante renal 

O ponto de partida de toda esta história se deu com a realização do primeiro transplante renal em Santa Catarina, em 22 de julho de 1978. A paciente Maria de Souza Assumpção, de 55 anos, moradora do bairro Nova Brasília, em Joinville, foi considerada apta para receber o rim, um procedimento pioneiro e histórico para a época. A cirurgia foi um sucesso e a paciente viveu com o novo rim por mais oito anos.

Juarez Alves Nunes foi transplantado em 1996 e faz questão de dizer que é parte desta comemoração, pois é o paciente de número 150. “A Pró-Rim salvou a minha vida. Sem o transplante, eu teria morrido”, declara. A partir daí, ele garante que passou a ver a vida de uma forma diferente. “Valorizo mais a solidariedade e os momentos simples da vida observa Juarez, que é bancário aposentado e criou a Associação dos Pacientes Renais de Santa Catarina (APAR-SC) em Florianópolis, cidade onde mora. Ele agradece à Pró-Rim: “Fico feliz em saber que já são 1.500 pessoas que assim como eu, tiveram a oportunidade de uma nova vida”.

Da mesma forma que Juarez, os transplantados renais fazem acompanhamento periódico médico e multidisciplinar no ambulatório de transplantes da Pró-Rim,  com o intuito de cuidar e manter o valioso órgão recebido em doação. São realizadas por ano, cerca de 40.000 consultas de preparo e acompanhamento de transplante. 

 

 

 




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